Gene Simmons, vocalista e baixista do Kiss, é o cara do “cash”, do “money”, da “bufunfa” como diria aos mais antigos. Bem sucedido na música e nos negócios, ele refletiu sobre bandas com carreiras longevas e lucrativas que não mudaram seu direcionamento musical com o passar do tempo e conquistaram uma base de fãs fiéis, e outras que construíram suas carreiras flertando com diferentes estilos e surpreendendo os fãs a cada disco, positivamente ou não… Gene acredita que as duas coisas são válidas, mas para ele, o dinheiro está acima disso.
Em uma entrevista recente ao podcast de The Magnificent Others com Billy Corgan, ele disse:
“Eu poderia argumentar a ideia do AC/DC ou do Metallica, que é, você permanece fiel ao seu DNA. Bem, é um argumento que funciona bem para eles. E para o Iron Maiden.
Não tivemos escolha porque cedemos. Houve aqueles primeiros discos que tinham, você sabe, meio que Chuck Berry misturado com isso e aquilo: um pouco de Beatles, um pouco de Motown, um pouco disso, um pouco daquilo. Seja lá o que fosse, a identidade, a impressão digital, foi diluída conforme os membros da banda começaram a se afastar da banda. Há outras bandas que permaneceram fiéis a quem são e sobreviveram e se tornaram maiores. A propósito, eu não faço isso. Eu digo, ‘Essa é a jornada deles. Essa é a nossa.’”
Segundo Gene Simmons, a música não é tudo a que os fãs se apegam, mas ele não liga para qual aspecto da banda os fãs se sentem mais atraídos:
“Prefiro ganhar dinheiro. A única coisa que me importa é uma criança de cinco anos que experimenta o Kiss ou as imagens, mesmo que não seja a música, de alguma forma é seduzida e iludida por isso.”
Fonte: KissFM